sábado, 7 de julho de 2018

Impeachment de Crivella já tem apoio de 15 vereadores

Como se sabe, em reunião no Palácio da Cidade, o prefeito ofereceu uma série de benefício a pastores evangélicos, como acesso a cirurgias de cataratas, vasectomia e varizes, além de isenção de impostos

A vereadora do Rio de Janeiro, Teresa Bergher (PSDB), organizou um abaixo-assinado, com o objetivo de reivindicar o impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e, ao que parece, vem conquistado apoiadores: 15 vereadores, por enquanto, encamparam a ideia da tucana. A vereadora vai pedir à mesa diretora da Câmara para que os colegas sejam convocados extraordinariamente, segunda-feira (9), durante o recesso, para tratar de indícios de “corrupção ativa, improbidade administrativa, crime eleitoral, entre outras ilegalidades” do prefeito. As informações são do blog do Ancelmo Gois, de O Globo
O motivo da iniciativa foi o que ocorreu durante reunião no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, quando o prefeito ofereceu uma série de benefício a pastores evangélicos, como acesso a cirurgias de cataratas, vasectomia e varizes, além de isenção de impostos.
“A atitude dele foi antidemocrática. O prefeito rompeu com os princípios da moralidade e da imparcialidade. Ele foi eleito para governar a cidade, não para determinado grupo religioso. E a presença do pré-candidato, Rubens Teixeira, mostra que ele está fazendo campanha pública”, afirma Teresa Bergher.

 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

STT apreende 14 veículos de transporte irregular no Aeroporto de Cumbica


Pedro Lacerda

Mediante aos casos de irregularidades de veículos não cadastrados em aplicativos de transportes que realizam corridas ilegais com passageiros no GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, onde os falsos motoristas estão alocados, a Secretaria de Transportes e Trânsito (STT) apreendeu 14 veículos, somente este ano.
De acordo com a pasta, em todo o ano passado, 19 veículos foram apreendidos pela STT. De olhos atentos à situação, a secretaria autuou 418 veículos em 2017 e 68 este ano, também responsáveis pelo transporte irregular dos passageiros que saem da área de desembarque do aeroporto para outros destinos.
A pasta informa que os veículos são encontrados parados em vagas de táxi, pontos de ônibus e demais locais proibidos, mas ressalta que continua fiscalizando o sistema de transporte para coibir eventuais irregularidades. Os motoristas que agem de maneira ilegal no aeroporto adotam o sistema de rodízio para organizar qual condutor realizará a abordagem aos passageiros.

O dilema dos taxistas: ou inovam ou morrem



Vivemos numa era em que as novas gerações estão cada vez menos propensas a ter um veículo. O objetivo delas é a locomoção, e isso não passa necessariamente pela compra de um carro. Longe disso.
Com o surgimento do Uber, 99, Easy Taxi e outros serviços, ficou evidenciado que é possível se locomover com segurança e conforto, gastando muito pouco.
Outro mercado que cresce bastante neste cenário é o de aluguel de veículos. No Brasil, em 2017, o setor cresceu 12,3%, com vendas na casa dos R$ 15 bilhões. O número de clientes também cresceu, atingindo a marca de 23,2 milhões de usuários.
O número de empresas do setor também subiu, saltando de 11,2 mil para 11,5 mil. E o total de veículos disponíveis chegou a quase 710 mil. Os dados são da ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Veículos.
Porém, uma luz amarela se acendeu sobre esse mesmo mercado nos Estados Unidos: A Hertz Global, uma das maiores empresas de locação de veículos do mundo, acumula prejuízos consecutivos.
Vamos falar muito sobre isso no Mobility Day 2018, maior conferência da América Latina sobre o futuro da mobilidade urbana.
Um dos grandes desafios do setor de locação de veículos é a concorrência com aplicativos de transporte e as startups de compartilhamento, como a Moobie. Funciona assim: se você tem um carro, que fica parado o dia todo na garagem do trabalho, pode incluí-lo na plataforma da empresa e aluga-lo para outras pessoas. O valor mínimo da locação é de R$ 73 a diária, já com seguro incluso.
Outro grande concorrente das locadoras é a startup ZazCar. A empresa possui carros espalhados por mais de 100 pontos em São Paulo. Você procura um carro pelo aplicativo, vai até ele, desbloqueia as portas pelo app e pronto.
Mais um desafio para as locadoras de veículos são as formas alternativas de transporte. Startups de aluguel de bicicletas elétricas estão surgindo no mundo todo. Algumas, como a chinesa Mobike, já está em quase 200 cidades no mundo e já vale US$ 1 bilhão.
O mercado de compartilhamento de veículos, no qual estão inseridas as locadoras, crescerá muito nos próximos anos. Porém, poucas pessoas terão paciência de preencher formulários, esperar pelas vistorias e suportar toda a burocracia que as locadoras oferecem hoje.
Só aquelas empresas que entenderem a necessidade da mudança sobreviverão. E aquelas que investirem em formas alternativas de aluguel de veículos (e outros meios de transporte) terão lugar garantido no futuro!
Para saber mais sobre as transformações que a tecnologia vai causar na mobilidade urbana – e nos mercados que giram ao redor disso – inscreva-se já no Mobility Day 2018.

Uber aguarda a data de desregulamentação do táxi prevista pela lei para relançar o aplicativo na Finlândia.




Após a desregulamentação das leis de táxis na Finlândia, que entraram em vigor em 1º de julho, o aplicativo Uovers, da Uber, está pronto para lançar oficialmente novamente seus serviços de compartilhamento de veículos.
A Uber desligou seus serviços um ano atrás devido à pressão sobre a legalidade de seus modelos de negócios para operar dentro dos limites da legislação atual.
Uber sempre disse que, assim que a indústria de táxis fosse desregulamentada para atender a novas tecnologias dentro do comércio, eles seriam lançados novamente.
De acordo com um relatório no TechCrunch, a partir das 15h de hoje, dois dos serviços da Uber - UberX e UberBlack - estarão em operação na região da capital finlandesa de Helsinque.
Falantes do governo finlandês disseram que decidiram modernizar as regras dentro da indústria para melhorar significativamente a implementação de novas tecnologias, digitalização e novos conceitos de negócios.
Em um de seus blogs, Uber disse;
"Nós definimos um curso para um crescimento mais responsável com uma nova abordagem para construir parcerias de longo prazo com cidades e reguladores"

sábado, 30 de junho de 2018

Motoristas de Curitiba retornam aos táxis após frustração com aplicativos

Movimento é inverso ao que aconteceu a partir de 2016, com a chegada do Uber à capital, quando taxistas foram para os aplicativos


Jonathan ampos/Gazeta do Povo/Arquivo
Falta de segurança para o motorista, dificuldade de conseguir a renda desejada e falta de apoio na manutenção do veículo. São esses alguns dos motivos que levaram o motorista Adelmo Santos Junior, de 34 anos – que era taxista e migrou para os aplicativos de mobilidade – , a voltar a atender pelas centrais de táxi. Junto dele, outros motoristas têm retornado ao táxi.
Após um período de queda brusca de demanda com a chegada de apps, o táxi, segundo eles, começa a recuperar clientes.
Segundo Santos Junior, desde a chegada da Uber a Curitiba, em 2016, o serviço de táxi começou a sentir a perda de clientes de maneira mais intensa.
Aexpectativa de uma renda melhor foi o que levou taxistas como ele a trabalhar com aplicativos. O mesmo motivo agora faz com que eles retornem aos carros laranjas. “Depois de seis meses no aplicativo, quando meu carro começou a precisar de manutenção e a quantidade de corridas diminuiu, eu percebi que não tinha mais como continuar”, afirma.
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O presidente de uma das principais centrais de táxi de Curitiba, a Rádio Táxi Capital, Julio Barbosa, estima que a volta de motoristas chega a cerca de 40% dos que saíram quando o mercado apertou.
“O serviço mudou, o atendimento mudou, e alguns clientes estão voltando para o táxi, assim como os motoristas”, opina Barbosa.
O principal motivo para Santos Junior desistir dos aplicativos após seis meses de trabalho, por exemplo, foi o fato de seu carro ser mais antigo, no limite do prazo permitido pela plataforma com que rodava.
Com a quilometragem rodada muito grande, o veículo logo começou a dar problemas. “Comecei trabalhando 12 horas por dia, mas depois tive que ir aumentando. E mesmo assim o que sobrava para mim era muito pouco”, relata. Desde que retornou para o táxi, afirma ele, a renda aumentou em 20% em relação às corridas de aplicativo.
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Também foi o caso do motorista Kristiano Naibe, de 41 anos, que passou cerca de um ano dirigindo em aplicativos até decidir sair. “No começo conseguia tirar de R$ 3 a 4 mil limpos.
Mas em dezembro do ano passado eu estava tirando R$ 500 por mês, trabalhando 18 horas por dia”, compara. Para ele, o motivo da queda de corridas foi o aumento no número de motoristas cadastrados nas plataformas, que foi aumentando conforme a popularização do serviço.
Naibe diz também que a recepção ao retornar para o táxi foi amigável, apesar da rixa entre os motoristas de aplicativos e taxistas. Isso porque os apps também acabaram auxiliando o táxi a se reinventar, melhorando o atendimento – que estava defasado.
“Eu continuo trabalhando pelo menos 12 horas por dia como taxista, mas tiro pelo menos R$ 1.200 limpo. Além disso, tem muito mais segurança”, aponta.

Para ganhar dinheiro

De acordo com os motoristas entrevistados, ainda é possível ganhar dinheiro com os aplicativos.
Mas, para isso, é preciso ter um carro novo, popular e econômico, ou usar os apps apenas como renda extra. “Quem tem um trabalho fixo e usa a plataforma só como bico, consegue se dar bem”, diz Naibe.
Fonte: Gazeta do Povo

 

Uber muda forma de cobrança e motoristas ameaçam greve

Empresa abandona a taxa de 25% sobre o valor da corrida e repassa aos motoristas um valor sobre quilômetro rodado e tempo de percurso

Por Thiago Lavado 

 

O aplicativo de transporte Uber alterou a forma de cobrar as corridas de seus motoristas no Brasil. Já implementado em cidades do interior, como Santos e São José dos Campos, e do Sul do país, o novo modelo chegou à cidade de São Paulo na segunda-feira (25). Na prática, o Uber deixa de cobrar a taxa fixa de 25% na categoria X e de 20% na categoria Black, e adota um modelo de taxa variável. No entanto, o valor total da corrida, que é cobrado do usuário, continua o mesmo.
Com o novo sistema de cobrança, o Uber vai pagar aos motoristas 1,05 real por quilômetro rodado e 0,19 centavos por minuto em São Paulo, o que, segundo a empresa, garante que trajetos maiores, com obstáculos e trânsito, tragam maiores ganhos aos motoristas. Antes, o Uber descontava 25% do valor total da corrida, independentemente da distância percorrida.
 Segundo a empresa, a taxa fixa de 25%, cobrada depois dos impostos e do preço fixo da empresa, não trazia flexibilidade para mudanças na rota ou imprevistos.
Nos exemplos divulgados pelo Uber a EXAME, o preço de uma mesma viagem pode ter cobranças de 15% a 35% para o motorista, dependendo do tempo de duração, trajeto e condições do tempo e trânsito. Nessa mesma viagem, o usuário pagou 40 reais e o motorista recebeu entre 26 reais e 34 reais.
Nesses mesmos exemplos indicados pelo Uber, as viagens com mais trânsito e adversidades agora vão remunerar melhor os motoristas. Antes, corridas que extrapolassem o tempo e a distância prevista ficavam com o preço limitado à tarifa anunciada inicialmente.
“Se o preço antecipado ao passageiro considerou 5 quilômetros e 15 minutos, mas, no final, a viagem teve 5,5 quilômetros e 20 minutos, o motorista vai receber pelos 5,5 quilômetros e 20 minutos”, disse o Uber em nota. “Por outro lado, se a viagem tiver 4,5 quilômetros e 12 minutos, o motorista vai receber por esse tempo e distância realizados. Além disso, continuam compondo o ganho do motorista o preço mínimo da viagem e, quando for o caso, o multiplicador de preço dinâmico.”
Nem todos os motoristas estão de acordo com a nova forma de cobrança, principalmente porque, segundo eles, o aplicativo deixou de informar o valor total da corrida pago pelo usuário (o usuário continua tendo acesso à informação do preço). Muitos estão descontentes com o novo modelo e há até uma greve sendo organizada para o dia 1º de agosto, na capital paulista.
De acordo com Cleiton Freitas,
motorista da plataforma e organizador da greve, há diversos erros de cobrança e uma falta de informação entre a tarifa cobrada do passageiro e a informada ao motorista. “O preço fechado da Uber é com o passageiro. Em uma corrida de 100 reais, por exemplo, a Uber cobra isso do passageiro, mas repassa diferentes percentuais da corrida ao motorista”, afirma.
Executivos do Uber afirmam que os motoristas consultados consideram a mudança positiva.



 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

99: o primeiro unicórnio brasileiro, seis meses depois...

Após aquisição da Didi, startup brasileira sofre com falhas em aplicativo e saída de funcionários descontentes

Por Mariana Lima - O Estado de S. Paulo 


Em janeiro, empreendedores e investidores brasileiros comemoraram a venda do aplicativo de transporte 99 para a gigante chinesa Didi Chuxing por US$ 600 milhões. A aquisição fez da startup, fundada por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, o primeiro unicórnio brasileiro – startup com valor de mercado de US$ 1 bilhão. Mais que abastecer o caixa da 99, que precisava de dinheiro para continuar a disputar a “guerra” contra o Uber no Brasil, a aquisição virou símbolo do amadurecimento do ecossistema brasileiro de startups.

Contudo, seis meses depois, uma parte da animação sobre o negócio se esvaiu – dentro e fora da 99. Assim que a aquisição foi finalizada, a startup passou a incorporar tecnologia chinesa ao app brasileiro, o que levou a diversas falhas. Nos últimos meses, motoristas e passageiros têm usado as redes sociais para reclamar sobre o aplicativo. “Paguei pelas corridas em dinheiro o mês todo, mas elas foram debitadas também no cartão de crédito”, relatou ontem no Twitter, o usuário Paulo Sousa. “Me ofereceram um cupom de R$ 10.” Outra pessoa reclamou da lentidão. “Fica naquela tela cinza e não vai para a frente”, afirmou na rede social, Vinícius Madureira.
Quem poderia resolver tais falhas, contudo, se viu de mãos atadas. Programadores que deixaram a 99 nos últimos meses, ouvidos pela reportagem do Estado, contaram que a equipe de engenharia brasileira já mapeou mais de mil erros no aplicativo, mas foi orientada a esperar que desenvolvedores da Didi na China as corrigissem.
Em entrevista ao Estado, o atual presidente da 99, Matheus Moraes, nega que o aplicativo continue a apresentar erros e diz que, no início da integração, elas de fato ocorreram. “Foi uma oportunidade para colocar as equipes de Brasil, China e outros países para trabalharem juntas”, explica.

Conheça o novo escritório da 99 em São Paulo

O volume de reclamações nas redes sociais, no entanto, mostra que muitos dos problemas ainda não foram resolvidos. Nesse ínterim, a 99 tem apostado numa política agressiva de descontos para reter seus 14 milhões de passageiros. A estratégia, porém, tem data de validade, segundo o professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Luiz Alberto Albertin. “A boa vontade dos usuários não será suficiente se a empresa não resolver urgentemente seus problemas estruturais”, diz.
De saída. Um mal nunca vem só, já dizia o provérbio. Insatisfeitos com a nova gestão da empresa, muitos funcionários decidiram sair nos últimos meses. Segundo levantamento feito pelo Estado, com base em dados da rede social profissional LinkedIn, ao menos 50 pessoas deixaram a 99 entre janeiro e junho deste ano, sendo a maior parte desenvolvedores – hoje, a companhia têm 900 funcionários no Brasil e afirmar ter 100 vagas abertas.
Mais de dez profissionais foram trabalhar na Yellow, startup de compartilhamento de bicicletas fundada por Lambrecht e Freitas, cofundadores da 99, após deixarem a empresa. Em nota, Freitas afirmou que não vê relação entre a saída das pessoas da 99 e contratação pela Yellow. “Muitas pessoas têm procurado a gente pelo nosso propósito de trazer algo positivo para as cidades”, diz ele. Outras startups que também contrataram ex-colaboradores da 99 incluem o app de delivery Rappi, Nubank e Loggi.
Moraes, da 99, afirma que a empresa tem investido em melhorar a integração entre os brasileiros e chineses. Entre as ações, a empresa está oferecendo aulas de mandarim para brasileiros e de português para os chineses, para a comunicação funcionar melhor. Outra estratégia, diz Moraes, é envolver os profissionais em projetos globais.
“A saída dos funcionários está mais relacionada aos ciclos profissionais de cada um do que à insatisfação”, diz o presidente da 99. “Nos orgulhamos de formar especialistas para outras empresas e os que ficam conosco têm oportunidades.”
Em entrevista ao Estado, ex-engenheiros da 99, que não quiseram se identificar, dizem que a rotina dentro da startup começou a mudar já no primeiro investimento da Didi na startup, de US$ 100 milhões, feito em janeiro de 2017. A gigante chinesa, que tem valor de mercado estimado em US$ 56 bilhões, tem apostado em investir em empresas locais no mesmo segmento como estratégia para ampliar sua influência global.
Futuro. Para Paulo Furquim de Azevedo, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper, os problemas de integração da 99 já eram esperados, devido às diferenças culturais entre Brasil e China. Porém, ao limitar a atuação de engenheiros locais, ele acredita que a 99 pode perder um diferencial importante frente aos rivais.
“O coração e a alma da 99 sempre estiveram na equipe de engenheiros, até porque a startup foi criada por dois programadores”, diz Azevedo. “Quando isso deixa de existir, a startup perde a essência completamente.”
Por enquanto, Moraes minimiza os problemas e tenta olhar para as oportunidades de negócio da 99: expandir seu alcance para a periferia, a exemplo do que fez o Uber, é prioridade. “Vamos atender moradores de bairros de baixa renda, onde a 99 ainda não está presente.”