sábado, 30 de junho de 2018

Motoristas de Curitiba retornam aos táxis após frustração com aplicativos

Movimento é inverso ao que aconteceu a partir de 2016, com a chegada do Uber à capital, quando taxistas foram para os aplicativos


Jonathan ampos/Gazeta do Povo/Arquivo
Falta de segurança para o motorista, dificuldade de conseguir a renda desejada e falta de apoio na manutenção do veículo. São esses alguns dos motivos que levaram o motorista Adelmo Santos Junior, de 34 anos – que era taxista e migrou para os aplicativos de mobilidade – , a voltar a atender pelas centrais de táxi. Junto dele, outros motoristas têm retornado ao táxi.
Após um período de queda brusca de demanda com a chegada de apps, o táxi, segundo eles, começa a recuperar clientes.
Segundo Santos Junior, desde a chegada da Uber a Curitiba, em 2016, o serviço de táxi começou a sentir a perda de clientes de maneira mais intensa.
Aexpectativa de uma renda melhor foi o que levou taxistas como ele a trabalhar com aplicativos. O mesmo motivo agora faz com que eles retornem aos carros laranjas. “Depois de seis meses no aplicativo, quando meu carro começou a precisar de manutenção e a quantidade de corridas diminuiu, eu percebi que não tinha mais como continuar”, afirma.
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O presidente de uma das principais centrais de táxi de Curitiba, a Rádio Táxi Capital, Julio Barbosa, estima que a volta de motoristas chega a cerca de 40% dos que saíram quando o mercado apertou.
“O serviço mudou, o atendimento mudou, e alguns clientes estão voltando para o táxi, assim como os motoristas”, opina Barbosa.
O principal motivo para Santos Junior desistir dos aplicativos após seis meses de trabalho, por exemplo, foi o fato de seu carro ser mais antigo, no limite do prazo permitido pela plataforma com que rodava.
Com a quilometragem rodada muito grande, o veículo logo começou a dar problemas. “Comecei trabalhando 12 horas por dia, mas depois tive que ir aumentando. E mesmo assim o que sobrava para mim era muito pouco”, relata. Desde que retornou para o táxi, afirma ele, a renda aumentou em 20% em relação às corridas de aplicativo.
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Também foi o caso do motorista Kristiano Naibe, de 41 anos, que passou cerca de um ano dirigindo em aplicativos até decidir sair. “No começo conseguia tirar de R$ 3 a 4 mil limpos.
Mas em dezembro do ano passado eu estava tirando R$ 500 por mês, trabalhando 18 horas por dia”, compara. Para ele, o motivo da queda de corridas foi o aumento no número de motoristas cadastrados nas plataformas, que foi aumentando conforme a popularização do serviço.
Naibe diz também que a recepção ao retornar para o táxi foi amigável, apesar da rixa entre os motoristas de aplicativos e taxistas. Isso porque os apps também acabaram auxiliando o táxi a se reinventar, melhorando o atendimento – que estava defasado.
“Eu continuo trabalhando pelo menos 12 horas por dia como taxista, mas tiro pelo menos R$ 1.200 limpo. Além disso, tem muito mais segurança”, aponta.

Para ganhar dinheiro

De acordo com os motoristas entrevistados, ainda é possível ganhar dinheiro com os aplicativos.
Mas, para isso, é preciso ter um carro novo, popular e econômico, ou usar os apps apenas como renda extra. “Quem tem um trabalho fixo e usa a plataforma só como bico, consegue se dar bem”, diz Naibe.
Fonte: Gazeta do Povo

 

Uber muda forma de cobrança e motoristas ameaçam greve

Empresa abandona a taxa de 25% sobre o valor da corrida e repassa aos motoristas um valor sobre quilômetro rodado e tempo de percurso

Por Thiago Lavado 

 

O aplicativo de transporte Uber alterou a forma de cobrar as corridas de seus motoristas no Brasil. Já implementado em cidades do interior, como Santos e São José dos Campos, e do Sul do país, o novo modelo chegou à cidade de São Paulo na segunda-feira (25). Na prática, o Uber deixa de cobrar a taxa fixa de 25% na categoria X e de 20% na categoria Black, e adota um modelo de taxa variável. No entanto, o valor total da corrida, que é cobrado do usuário, continua o mesmo.
Com o novo sistema de cobrança, o Uber vai pagar aos motoristas 1,05 real por quilômetro rodado e 0,19 centavos por minuto em São Paulo, o que, segundo a empresa, garante que trajetos maiores, com obstáculos e trânsito, tragam maiores ganhos aos motoristas. Antes, o Uber descontava 25% do valor total da corrida, independentemente da distância percorrida.
 Segundo a empresa, a taxa fixa de 25%, cobrada depois dos impostos e do preço fixo da empresa, não trazia flexibilidade para mudanças na rota ou imprevistos.
Nos exemplos divulgados pelo Uber a EXAME, o preço de uma mesma viagem pode ter cobranças de 15% a 35% para o motorista, dependendo do tempo de duração, trajeto e condições do tempo e trânsito. Nessa mesma viagem, o usuário pagou 40 reais e o motorista recebeu entre 26 reais e 34 reais.
Nesses mesmos exemplos indicados pelo Uber, as viagens com mais trânsito e adversidades agora vão remunerar melhor os motoristas. Antes, corridas que extrapolassem o tempo e a distância prevista ficavam com o preço limitado à tarifa anunciada inicialmente.
“Se o preço antecipado ao passageiro considerou 5 quilômetros e 15 minutos, mas, no final, a viagem teve 5,5 quilômetros e 20 minutos, o motorista vai receber pelos 5,5 quilômetros e 20 minutos”, disse o Uber em nota. “Por outro lado, se a viagem tiver 4,5 quilômetros e 12 minutos, o motorista vai receber por esse tempo e distância realizados. Além disso, continuam compondo o ganho do motorista o preço mínimo da viagem e, quando for o caso, o multiplicador de preço dinâmico.”
Nem todos os motoristas estão de acordo com a nova forma de cobrança, principalmente porque, segundo eles, o aplicativo deixou de informar o valor total da corrida pago pelo usuário (o usuário continua tendo acesso à informação do preço). Muitos estão descontentes com o novo modelo e há até uma greve sendo organizada para o dia 1º de agosto, na capital paulista.
De acordo com Cleiton Freitas,
motorista da plataforma e organizador da greve, há diversos erros de cobrança e uma falta de informação entre a tarifa cobrada do passageiro e a informada ao motorista. “O preço fechado da Uber é com o passageiro. Em uma corrida de 100 reais, por exemplo, a Uber cobra isso do passageiro, mas repassa diferentes percentuais da corrida ao motorista”, afirma.
Executivos do Uber afirmam que os motoristas consultados consideram a mudança positiva.



 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

99: o primeiro unicórnio brasileiro, seis meses depois...

Após aquisição da Didi, startup brasileira sofre com falhas em aplicativo e saída de funcionários descontentes

Por Mariana Lima - O Estado de S. Paulo 


Em janeiro, empreendedores e investidores brasileiros comemoraram a venda do aplicativo de transporte 99 para a gigante chinesa Didi Chuxing por US$ 600 milhões. A aquisição fez da startup, fundada por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, o primeiro unicórnio brasileiro – startup com valor de mercado de US$ 1 bilhão. Mais que abastecer o caixa da 99, que precisava de dinheiro para continuar a disputar a “guerra” contra o Uber no Brasil, a aquisição virou símbolo do amadurecimento do ecossistema brasileiro de startups.

Contudo, seis meses depois, uma parte da animação sobre o negócio se esvaiu – dentro e fora da 99. Assim que a aquisição foi finalizada, a startup passou a incorporar tecnologia chinesa ao app brasileiro, o que levou a diversas falhas. Nos últimos meses, motoristas e passageiros têm usado as redes sociais para reclamar sobre o aplicativo. “Paguei pelas corridas em dinheiro o mês todo, mas elas foram debitadas também no cartão de crédito”, relatou ontem no Twitter, o usuário Paulo Sousa. “Me ofereceram um cupom de R$ 10.” Outra pessoa reclamou da lentidão. “Fica naquela tela cinza e não vai para a frente”, afirmou na rede social, Vinícius Madureira.
Quem poderia resolver tais falhas, contudo, se viu de mãos atadas. Programadores que deixaram a 99 nos últimos meses, ouvidos pela reportagem do Estado, contaram que a equipe de engenharia brasileira já mapeou mais de mil erros no aplicativo, mas foi orientada a esperar que desenvolvedores da Didi na China as corrigissem.
Em entrevista ao Estado, o atual presidente da 99, Matheus Moraes, nega que o aplicativo continue a apresentar erros e diz que, no início da integração, elas de fato ocorreram. “Foi uma oportunidade para colocar as equipes de Brasil, China e outros países para trabalharem juntas”, explica.

Conheça o novo escritório da 99 em São Paulo

O volume de reclamações nas redes sociais, no entanto, mostra que muitos dos problemas ainda não foram resolvidos. Nesse ínterim, a 99 tem apostado numa política agressiva de descontos para reter seus 14 milhões de passageiros. A estratégia, porém, tem data de validade, segundo o professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Luiz Alberto Albertin. “A boa vontade dos usuários não será suficiente se a empresa não resolver urgentemente seus problemas estruturais”, diz.
De saída. Um mal nunca vem só, já dizia o provérbio. Insatisfeitos com a nova gestão da empresa, muitos funcionários decidiram sair nos últimos meses. Segundo levantamento feito pelo Estado, com base em dados da rede social profissional LinkedIn, ao menos 50 pessoas deixaram a 99 entre janeiro e junho deste ano, sendo a maior parte desenvolvedores – hoje, a companhia têm 900 funcionários no Brasil e afirmar ter 100 vagas abertas.
Mais de dez profissionais foram trabalhar na Yellow, startup de compartilhamento de bicicletas fundada por Lambrecht e Freitas, cofundadores da 99, após deixarem a empresa. Em nota, Freitas afirmou que não vê relação entre a saída das pessoas da 99 e contratação pela Yellow. “Muitas pessoas têm procurado a gente pelo nosso propósito de trazer algo positivo para as cidades”, diz ele. Outras startups que também contrataram ex-colaboradores da 99 incluem o app de delivery Rappi, Nubank e Loggi.
Moraes, da 99, afirma que a empresa tem investido em melhorar a integração entre os brasileiros e chineses. Entre as ações, a empresa está oferecendo aulas de mandarim para brasileiros e de português para os chineses, para a comunicação funcionar melhor. Outra estratégia, diz Moraes, é envolver os profissionais em projetos globais.
“A saída dos funcionários está mais relacionada aos ciclos profissionais de cada um do que à insatisfação”, diz o presidente da 99. “Nos orgulhamos de formar especialistas para outras empresas e os que ficam conosco têm oportunidades.”
Em entrevista ao Estado, ex-engenheiros da 99, que não quiseram se identificar, dizem que a rotina dentro da startup começou a mudar já no primeiro investimento da Didi na startup, de US$ 100 milhões, feito em janeiro de 2017. A gigante chinesa, que tem valor de mercado estimado em US$ 56 bilhões, tem apostado em investir em empresas locais no mesmo segmento como estratégia para ampliar sua influência global.
Futuro. Para Paulo Furquim de Azevedo, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper, os problemas de integração da 99 já eram esperados, devido às diferenças culturais entre Brasil e China. Porém, ao limitar a atuação de engenheiros locais, ele acredita que a 99 pode perder um diferencial importante frente aos rivais.
“O coração e a alma da 99 sempre estiveram na equipe de engenheiros, até porque a startup foi criada por dois programadores”, diz Azevedo. “Quando isso deixa de existir, a startup perde a essência completamente.”
Por enquanto, Moraes minimiza os problemas e tenta olhar para as oportunidades de negócio da 99: expandir seu alcance para a periferia, a exemplo do que fez o Uber, é prioridade. “Vamos atender moradores de bairros de baixa renda, onde a 99 ainda não está presente.”

 



 



UBER REDUZ GANHOS E ENFURECE PARCEIROS

Motoristas Parceiros que servem ao aplicativo prometem manifestação nesta 5ªfeira. 28/junho/2018


Motoristas de aplicativo prometem fazer uma manifestação em frente à sede do Uber em Rio Preto, na manhã desta quinta-feira, dia 28, para reivindicar aumento de 22% no valor da remuneração por km rodado e reajuste anual de tarifas de acordo com IGPM/FGV ou pelo índice de variação de preços de combustível.
Está prevista a participação de 300 motoristas em uma carreata que sairá do Centro Regional de Eventos e passará pela região central da cidade, com término em frente à sede regional da empresa de aplicativo, na avenida Anísio Haddad, no Jardim Francisco Fernandes.
O Uber tem aproximadamente 2 mil motoristas cadastrados em Rio Preto, mas na prática são 600 profissionais que rodam ou diariamente, ou em tempo integral ou apenas em um período do dia para complementar de renda.
Um dos líderes do movimento é o motorista Adriano Alves Pereira, 32 anos, que está no Uber desde 2017, mas está avaliando se compensa manter a atividade.
"O problema é que temos de rodar 12 horas por dia para ganhar em média R$ 245 por dia. Desse dinheiro tenho que descontar todos os meus custos. E o preço do combustível pesa muito nessa conta", diz.
Outra liderança dos motoristas, Marcus Vinicius Scarpelli, de 45 anos, trabalha como Uber apenas à noite. "Tenho meu serviço durante o dia de analista de sistemas, mas à noite eu faço viagem pelo aplicativo. Só queremos continuar trabalhando, mas ganhando o justo."
Os motoristas querem maior transparência na tabela de preços divulgada pela empresa, campanhas publicitária para premiar a pessoa por quantidade de corrida, e pedem a criação de uma taxa adicional, a ser cobrada do usuário, recompensar o motorista que percorre grandes distâncias para atender curtas viagens.
"Também queremos desconto e até gratuidade em produtos e serviços fornecidos por postos de combustível, como lavagem de veículos. Também queremos algum tipo de convênio com oficinas mecânicas, seguros e médicos", diz Marcus.
Além do Uber, motoristas de Rio Preto também faturam viagem pelos aplicativo 99 e PickmeApp, que são usados por eles, conforme a vantagem de ganho.
O Uber foi questionado pela reportagem, por telefone e email, na manhã desta quarta-feira, 27, para falar sobre as reivindicações e queixas dos motoristas. A assessoria da empresa prometeu dar uma resposta, mas até o fechamento desta edição não retornou.


quarta-feira, 27 de junho de 2018

O governador de São Paulo, Márcio França, disse nesta segunda, 25, em entrevista a Rede Vida, que a CPTM deverá pagar uma corrida de táxi ao usuário que for prejudicado por alguma paralisação em suas linhas. “Nós vamos estabelecer o seguinte, se o trem parou, você vai no guichê do trem da CPTM e vai pegar o valor para você ir de táxi. Azar da CPTM, porque a pessoa contratou o serviço”, disse França. O governador entende que assim a estatal priorizará a redução do número de falhas. Em resposta a Folha de São Paulo, a CPTM disse que a Secretaria dos Transportes Metropolitanos elabora um projeto de lei sobre o tema.

Companhia de trens elabora projeto de lei sobre o tema que encaminhará à Assembleia 

 

O governador de São Paulo, Márcio França, disse nesta segunda, 25, em entrevista a Rede Vida, que  a CPTM deverá pagar uma corrida de táxi ao usuário que for prejudicado por alguma paralisação em suas linhas.
“Nós vamos estabelecer o seguinte, se o trem parou, você vai no guichê do trem da CPTM e vai pegar o valor para você ir de táxi. Azar da CPTM, porque a pessoa contratou o serviço”, disse França.
O governador entende que assim a estatal priorizará a redução do número de falhas.
Em resposta a Folha de São Paulo, a CPTM disse que a Secretaria dos Transportes Metropolitanos elabora um projeto de lei sobre o tema.

Uber perde na Justiça e 99 mantém campanha no Rio

Há menos de dois meses, a 99 iniciou uma campanha de descontos agressiva na cidade para promover o serviço 99Pop na capital

Por Naiara Bertão

       A disputa entre as empresas de transporte Uber e 99 está cada dia mais acirrada. Agora, o palco principal é o Rio de Janeiro. Em maio, o Uber entrou com um processo contra a 99 na cidade, alegando propaganda enganosa. Há menos de dois meses, a 99 iniciou uma campanha de descontos agressiva na cidade para promover o serviço 99Pop na capital, modalidade que concorre diretamente com o Uber. A empresa espalhou outdoors publicitários chamando o consumidor a comparar os preços entre as companhias. Para isso, se valeu de pesquisas feitas internamente, onde mostra os preços de alguns determinados trechos de corrida.  

     O Uber entrou, então, com um pedido de liminar para que as peças fossem retiradas das ruas, alegando que se baseavam em informações inverídicas. No último dia 18, a desembargadora Denise Levy Tredle, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, decidiu a favor da 99, ou seja, para manter a publicidade.

     Na decisão a que EXAME teve acesso, a desembargadora conclui que, desde que as “informações veiculadas sejam verídicas, objetivas e não abusivas”, não há ilegalidade da publicidade comparativa. No último dia 14, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro já tinha decidido, em primeira instância, pela continuidade da campanha, mas o Uber recorreu, pedindo que a decisão fosse analisada novamente pelo Tribunal de Justiça. 

     No processo, o Uber argumenta que “a 99 Tecnologia Ltda lançou campanha de publicidade enganosa voltada, exclusivamente, a desviar a clientela da Uber através da falsa comparação dos preços supostamente praticados pelas duas competidoras no mercado de transporte individual privado de passageiros no Rio de Janeiro.” O Uber afirma ainda que a tutela de urgência (a retirada da publicidade) “é necessária diante do alto potencial lesivo da campanha, haja vista a sua agressividade e presença em diversas mídias e em locais de grande circulação.” Veja também: Uber luta para se manter vivo em Londres
       Contesta também a comparação dos preços exposta nos cartazes. “Ambas as empresas utilizam a ferramenta de preço dinâmico, voltada para equilibrar oferta e demanda pelos serviços de transporte e que o ativamento do preço dinâmico em uma plataforma não implica que o mesmo ocorrerá na outra, já que a oferta e demanda são distintas entre as duas”, diz. Questiona, então, que a campanha usa preços pontuais, obtidos em dia e horário específicos, e não explica qual modalidade do Uber foi usado como base de comparação.
A liminar é só o início de uma batalha no Rio. Ela é o primeiro desdobramento de um processo que o Uber está movendo contra a 99 na cidade, questionando propaganda enganosa. Desde a compra da chinesa Didi, em janeiro, a 99 ampliou sua estratégia de expansão e captação de clientes para o serviço 99Pop. A ofensiva no Rio faz parte desse plano.  Outras cidades devem entrar na mira em breve. E a 99 tem dinheiro para isso. Em março recebeu uma injeção de mais de 300 milhões de reais da controladora. 
Procurado, o Uber não comenta. Em nota, a 99 afirma que a campanha se baseou em pesquisas feitas internamente que compravam os preços mais baixos.

FONTE:  https://exame.abril.com.br/negocios/uber-perde-na-justica-e-99-mantem-campanha-no-rio/?utm_source=whatsapp

Flexibilização do limite de pontos para motoristas profissionais segue para ser votado no senado.

A Câmara dos Deputados aprovou o Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, na ultima quarta-feira (20/06), o projeto original foi apresentado em 2016 pela deputada Christiane Yared. Mas o texto que foi à votação no plenário da Câmara é o parecer do deputado Nelson Marquezelli. Agora segue para a aprovação do Senado Federal e nele foi acrescentado pelo Deputado Carlos Zarattini (PT-SP) a emenda aditiva que altera dispositivos da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (aumenta para quarenta o número de pontos na Carteira Nacional de Habilitação que suspenderá o direito de dirigir do motorista infrator), e apensados (PL 142899).
Institui normas para regulação do transporte rodoviário de cargas; altera as Leis nºs 10.833, de 29 de dezembro de 2003, 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), 13.103, de 2 de março de 2015, 11.442, de 5 de janeiro de 2007, e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga os Decretos-Lei nºs 284, de 28 de fevereiro de 1967, 1.438, de 26 dezembro de 1975, 1.582, de 17 de novembro de 1977, as Leis nºs 7.290, de 19 de dezembro de 1984, 10.209, de 23 de março de 2001, 12.667, de 15 de junho de 2012, e dispositivos da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007; e dá outras providências.
Para o condutor que exerce atividade renumerada em veículo no exercício da profissão o limite de 20 pontos será estendido para 25 pontos, desde que na referida pontuação não constem mais de duas infrações gravíssimas, 30 pontos desde que na referida pontuação não contenha mais que uma infração gravíssima, 35 pontos desde que na referida pontuação não contenha nenhuma infração gravíssima e 40 pontos desde que na referida pontuação não contenha nenhuma infração grave ou gravíssima
“Vamos divulgar isso, nós precisamos pressionar o senado para que votem rapidamente esse projeto e agente possa ampliar as possibilidades dos trabalhadores de transporte profissional, todos os motoristas profissionais devem cobrar o senado para que aprove o mais rápido possível e isso possa valer para todos” apontou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

FONTE:http://fetacesp.org.br/2018/06/26/flexibilizacao-do-limite-de-pontos/